segunda-feira, 15 de outubro de 2018

RUI DIZ QUE EDITAL DA PONTE SALVADOR-ITAPARICA DEVE SAIR ATÉ DEZEMBRO

O governador Rui Costa se reuniu com uma comitiva da empresa China Railway Group Limited (Crec), nesta segunda-feira (15), para discutir questões referentes ao processo de licitação da obra da ponte Salvador –Itaparica. O encontro ocorreu na sede da Governadoria, no Centro Administrativo, em Salvador, e foi acompanhado pelo vice-governador João Leão e os secretários estaduais da Casa Civil e de Infraestrutura, Bruno Dauster e Marcus Cavalcanti, respectivamente. Com 12,4 quilômetros de extensão, a ponte está orçada em R$ 6,1 bilhões.
Durante o encontro, a empresa chinesa apresentou os grandes empreendimentos de infraestrutura viária realizados pela corporação na China e na Arábia Saudita. Segundo o governador, o encontro foi importante para o alinhamento de informações sobre a licitação e consequente avanço do projeto de construção da ponte. Ele ainda afirmou que a expectativa é de que o edital de licitação para o projeto da obra seja publicado até o fim deste ano.
“Estivemos reunidos com uma comitiva da maior empresa da China, que está na Bahia há quatro dias. Eles vieram em busca de informações sobre a publicação do edital e os informei que nos próximos dias iremos publicar a consulta pública, que, de acordo com a legislação brasileira, deve ficar disponível para conhecimento de todos durante 30 dias”, explicou Rui.
Além disso, o chefe do executivo baiano solicitou que os empresários chineses registrassem por escrito todas as propostas finais de alteração do edital durante a fase de consulta pública. “Os empresários chineses irão sinalizar as alterações que julgarem cabíveis no projeto físico e na proposta econômico-financeira. A partir daí, iremos reunir as contribuições das diversas empresas para montar o edital final que irá a leilão. A nossa expectativa é publicar o edital final até o mês de dezembro”, acrescentou.
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12 SENADORES ELEITOS OU REELEITOS DEVEM R$ 65 MI À UNIÃO

Doze dos 54 senadores eleitos ou reeleitos na eleição do último dia 8 devem nada menos que R$ 65 milhões à União. De acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o montante milionário inserido na dívida ativa da União está ligado a débitos previdenciários não pagos, além de outros tipos de tributos.
Segundo o levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, que levou em consideração apenas as dívidas ligadas ao CNPJ de empresas onde os parlamentares aparecem como sócios ou o CPF dos senadores, o senador Jader Barbalho (MDB) encabeça a lista dos maiores devedores de empresas jurídicas.
Ao todo, três empresas do emedebista, duas da área de comunicação e uma do agronegócio, devem cerca de R$ 57,7 milhões. Barbalho foi um dos parlamentares que aderiram ao Refis, aprovado pelos próprios parlamentares este ano. O senador também possui um débito de R$ 18,5 mil em seu próprio nome, segundo a PGFN.
A lista entre os maiores devedores de pessoa física é liderada pelo senador Oriovisto Guimarães (Podemos). Eleito com a maior votação no Paraná para seu primeiro mandato, Oriovisto, que possui patrimônio declarado de R$ 239 milhões, deve R$ 5,5 milhões aos cofres da União.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta eleição ele doou R$ 3,25 milhões à própria campanha e outros R$ 1,75 milhão ao presidenciável Alvaro Dias, também do Podemos.
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CAPELA É PICHADA COM SUÁSTICAS NAZISTAS NO RIO DE JANEIRO

A capela mais antiga de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, amanheceu pichada com suásticas nazistas neste domingo (14). A Polícia Civil informou que as investigações já estão em andamento para identificar quem cometeu o crime.
A igreja é conhecida por abrigar um sino de bronze doado pelo imperador Dom Pedro II.
Fazer apologia ao nazismo é crime com previsão de pena de dois a cinco anos, além do pagamento de multa.
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EUNÁPOLIS: INCÊNDIO DESTRÓI ALMOXARIFADO DA SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Um incêndio destruiu o almoxarifado da Secretaria de Assistência Social de Eunápolis. Ninguém ficou ferido. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio no imóvel, que fica no centro da cidade, começou por volta das 23h de sábado (13), e as chamas só foram controladas na manhã de domingo (14).
Segundo o G1, quem atuou na ocorrência foi o Corpo de Bombeiros de Porto Seguro, já que em Eunápolis não tem equipe de combate a incêndios. A previsão, segundo a prefeitura, é que a Defesa Civil e um engenheiro façam uma vistoria no local nesta segunda-feira (15), para só depois informar as causas do incêndio.
Pessoas que moram perto da secretaria disseram que no local do incêndio estavam guardados cerca de 100 cestas básicas, alguns colchões e cadeiras plásticas. A reportagem não conseguiu contato com a prefeitura para confirmar o que havia dentro do almoxarifado.
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CÂMARA FEDERAL: 11 DEPUTADOS REELEITOS ESTÃO HÁ MAIS DE DUAS DÉCADAS NA CASA

Onze deputados federais eleitos no último domingo (07) ocupam uma cadeira na Câmara dos Deputados há mais de duas décadas. Esses parlamentares são parte dos que conseguiram permanecer na Casa um pleito marcado por alto índice de renovação: dos 513 que ocupam uma vaga, 240 obtiveram um novo mandato – menos da metade do total. Átila Lira (PSB-PI), Átila Lins (PP-AM) e Gonzaga Patriota (PSB-PE) são os deputados com mais mandatos na atual composição da Câmara. Cada um já ocupou o cargo 7 vezes e está há 28 anos no poder. Lins, do PP do Amazonas, emendou os sete mandatos seguidos e foi eleito pela primeira vez em 1991. Já Patriota, do PSB de Pernambuco, e Lira, do PSB do Piauí, iniciaram como deputados em 1987 e passaram quatro anos fora do Congresso desde então. Outros oito candidatos eleitos nesse pleito ultrapassam os 20 anos de legislatura. Eduardo Barbosa, José Rocha, Arlindo Chinaglia, Ivan Valente, Jandira Feghali, Claudio Cajado, Lauro Lopes e Hermes Picianello já ocuparam o cargo por 6 vezes e completam, em dezembro, 24 anos de atuação na Câmara. O atual deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) é o recordista: foi eleito 11 vezes e está há 44 anos na Câmara. No entanto, Teixeira se despede do congresso em 2019. Nestas eleições, ele se candidatou para o Senado do Rio terminou em sétimo lugar, com 3,09% dos votos. Apesar de estarem há duas décadas no poder, os deputados avaliaram como benéfica a renovação não só na Câmara, mas também no Senado, onde só 8 dos 32 integrantes que buscaram a um novo mandato conseguiram. Para os veteranos, a nova composição será importante para tratar das reformas.
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EM 2003, BOLSONARO PARABENIZOU ‘GRUPOS DE EXTERMÍNIO’ NA BAHIA

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), candidato à presidência, defendeu em 2003 a existência de um grupo de “extermínio” que atuava na Bahia e atribuiu a ele uma suposta diminuição da criminalidade neste período. Em discurso no dia 12 de outubro na Câmara dos Deputados (Aqui), o capitão se opôs a um parlamentar baiano que fez críticas à prática, e disse que o grupo era “bem-vindo” enquanto não se adotava a “pena de morte”.
“Quero dizer aos companheiros da Bahia — há pouco ouvi um parlamentar criticar os grupos de extermínio — que enquanto o Estado não tiver coragem de adotar a pena de morte, o crime de extermínio, no meu entender, será muito bem-vindo. Se não houver espaço para ele na Bahia, pode ir para o Rio de Janeiro. Se depender de mim, terão todo o meu apoio, porque no meu estado só as pessoas inocentes são dizimadas. Na Bahia, pelas informações que tenho — lógico que são grupos ilegais —, a marginalidade tem decrescido. Meus parabéns”, disse Bolsonaro.
De acordo com o advogado Bruno Teixeira Bahia, autor de um estudo para mestrado em Ciências Sociais na Universidade Federal da Bahia (UFBA) sobre os grupos que agiram nesta época, a maior parte dos seus integrantes eram “policiais e ex-policiais”. Em Juazeiro, por exemplo, comerciantes pagavam entre R$50 e R$100 para a organização criminosa cometer os assassinatos.
“Eram compostos, em sua maioria, por policiais e ex-policiais civis e militares, ressaltando, ainda, que em quase todos os casos as vítimas eram jovens, negros e pobres, com idade entre 14 e 26 anos e sem passagem pela polícia”, diz o texto. Bruno relata ainda práticas de tortura como “mãos amarradas”, “unhas arrancadas” e até “ateamento de fogo”, segundo matéria do Congresso Em Foco.
Em seu discurso na Câmara, Bolsonaro ainda defende na época a “política de controle de natalidade”, mesmo que “contra todos os defensores dos direitos humanos”.
“Chega de não darmos meios para evitar que casais coloquem no mundo mais crianças que não terão a mínima condição de cidadania no futuro. Tenho uma proposta modesta: a liberação de laqueadura e vasectomia para todos os maiores de 18 anos”, argumentou o capitão. Ele prossegue e diz acreditar que é o “primeiro passo para o fim da miséria e violência” no Brasil.
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COM 73% DE DINHEIRO PÚBLICO, PRIMEIRO TURNO CUSTOU R$ 2,8 BI

O total de recursos utilizados na campanha eleitoral no primeiro turno somam R$ 2,82 bilhões. Deste total R$ 2,06 bilhões (73%) saíram dos cofres públicos, dos fundos partidário e eleitoral. O dinheiro privado, sejam de doações ou recursos dos próprios políticos, ficou em R$ 764 milhões, de acordo com a Folha de S. Paulo.
A receita gasta nas eleições para a campanha ainda vai aumentar, em decorrência da disputa em segundo turno pela presidência da República e pelo governo de 13 estados e do Distrito Federal.
Na atual disputa, o financiamento das campanhas vem de três fontes: 1) R$ 2,7 bilhões dos cofres públicos, de fundo eleitoral e fundo partidário, divididos entre os candidatos a critério de cada legenda; 2) doações de pessoas físicas, que somaram até o momento R$ 407 milhões; e 3) dinheiro dos próprios políticos, que desembolsaram até agora R$ 357 milhões.
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