terça-feira, 11 de dezembro de 2018

DEPÓSITOS NA CONTA DE MOTORISTA COINCIDEM COM PAGAMENTOS NA ALERJ

Dados do relatório do Coaf sobre as movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz deixam o caso ainda mais sob suspeitas. A maior parte dos depósitos em dinheiro na conta do ex-motorista do deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) coincidem com as datas de pagamento na Assembleia Legislativa do Rio.
Queiroz recebeu pagamentos de nove ex-assessores do senador eleito e filho do presidente eleito. Segundo cruzamento feito pelo Jornal Nacional nesta terça-feira, 11, das datas dos depósitos feitos em dinheiro nas contas do ex-assessor com os dias de pagamento dos salários da Alerj entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, em praticamente todos os meses, a maior parte do dinheiro entra na conta de Fabrício no mesmo dia ou poucos dias depois de os servidores receberem o salário.
Em março, abril, maio, junho, agosto e novembro houve depósitos no mesmo dia do pagamento. Em dezembro, teve depósitos um dia depois do salário e no mesmo dia em que foi pago o décimo-terceiro para os funcionários da Alerj.
Nas datas em que Fabricio Queiroz sacou dinheiro também há informações que levantam suspeitas de que ele recolhia parte do salário dos assessores do parlamentar. Nos meses de março, abril, maio, junho e novembro ele começa a tirar dinheiro da conta no mesmo dia em que são feitos os depósitos ou nos dias seguintes. Na maioria das vezes, o saque é de R$ 5 mil, que é o limite diário por agência no banco dele.
O relatório do Coaf levanta a possibilidade de que os saques e os depósitos tenham sido feitos para ocultar a origem ou o destino final do dinheiro que passava todos os meses pela conta de Fabrício. Investigadores dizem que a quebra do sigilo bancário dos envolvidos poderia ajudar a esclarecer essas dúvidas. Do Brasil 247
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ILHÉUS: NOVA PONTE JÁ ATINGE 65% DE CONCLUSÃO DA OBRA

A comissão de acompanhamento da obra da ponte estaiada que ligará a zona sul ao centro de Ilhéus reuniu-se mais uma vez, na manhã desta terça-feira (11), para avaliar o avanço da construção. Representantes da Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) confirmaram a conclusão da obra em agosto de 2019. As obras de construção da ponte semiestaiada que ligará o centro e a zona sul de Ilhéus atingiram 65% de execução, conforme relatório apresentado à comissão de acompanhamento do projeto.
De acordo com a Construtora OAS, a obra deverá ser concluída em agosto de 2019. Prazo original era setembro deste ano. Os dados foram repassados pela empresa durante a reunião da comissão.
A nova ponte está sendo construída com recursos estaduais e federais. Confira no “leia mais” o andamento da obra. As imagens foram feitas pelo fotógrafo e vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal.
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COMISSÃO ENCERRA TRABALHOS, E ESCOLA SEM PARTIDO FICA PARA ANO QUE VEM

O projeto Escola sem Partido não será mais votado neste ano na Câmara. O presidente da comissão, Marcos Rogério (DEM), disse que não irá mais convocar reuniões. Dessa forma, o tema só será debatido na próxima legislatura. A avaliação do presidente da comissão e do relator, deputado Flavinho (PSC), é de que não haveria mais tempo para votar neste ano.
O apoio ao Escola sem Partido como lei tem diminuído. Nomes como o presidente do DEM, ACM Neto, e Olavo de Carvalho, já declararam ser contra uma lei.
Marcos Rogério se queixou durante reunião da comissão nesta terça-feira (11) da ausência de parlamentares que apoiam a proposta nas reuniões. A oposição classificou como vitória a obstrução da matéria na comissão.
O projeto busca restringir o que o professor pode falar na sala de aula como forma de combate a uma suposta doutrinação política por parte dos docentes. Veta ainda abordagens de gênero educação e também prevê a afixação de um cartaz na sala com deveres dos professores.
O projeto está em discussão em comissão especial na Câmara desde julho. Após a eleição, os debates se intensificaram. Nesta terça-feira (11) mais uma vez houve bate-boca entre apoiadores e críticos ao projeto. A sessão foi interrompida quando se iniciou a ordem do dia no Plenário. Ao fim, o presidente da comissão informou que não iria mais convocar reuniões.
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AÉCIO CAPTOU R$ 110 MILHÕES PARA COMPRAR APOIOS; DEM RECEBEU REPASSES

A Polícia Federal afirma que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) liderou uma organização criminosa com o objetivo de comprar apoio político de outros partidos para sua candidatura presidencial em 2014, informa reportagem do jornal O Globo.
As investigações apontam que o mineiro captou doações legais e repasses ilícitos do grupo empresarial J&F, dono da JBS, no valor total de R$ 110 milhões, destinadas a ele mesmo e a legendas como DEM, Solidariedade e PTB, diz a PF. O tucano, sua irmã Andréa Neves e o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) foram alvos de mandados de busca e apreensão da Operação Ross, na manhã desta terça-feira (11).
“O grupo criminoso liderado pelo senador Aécio Neves teria agido de forma a ‘comprar’ o apoio de diversos partidos e candidatos para a campanha presidencial do PSDB nas eleições de 2014, como o PTB, com a interlocução dos deputados federais Cristiane Brasil e Benito Gama, além do tesoureiro do partido Teixeira Magalhães Filho, o Solidariedade, com o envolvimento do deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força), além do DEM, em que houve a interlocução com o Senador Agripino Maia, e outros já referidos”, afirmou a PF.
Com base nesses fatos, a PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma série de mandados de busca e apreensão e outras medidas contra Aécio e demais parlamentares envolvidos. A PF classifica os fatos investigados como “gravíssimos” e cita a “captação de recursos para campanha presidencial, no valor de quase R$ 110.000.000,00 (cento e dez milhões de reais) a partir das práticas de atos de corrupção passiva para a ‘compra’ de apoios políticos de partidos”. Do Bahia.Ba
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GRUPO COBRA JUSTIÇA EM CASO DE EXPLOSÃO EM SANTO ANTÔNIO DE JESUS QUE MATOU 64 PESSOAS HÁ 20 ANOS

Um protesto na manhã desta terça-feira (11) reuniu parentes de vítimas e sobreviventes de uma explosão em uma fábrica clandestina em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo. O caso ocorreu no dia 11 de dezembro de 1998 e matou 64 pessoas. Segundo o G1, a manifestação cobra punição aos responsáveis pela fábrica. Em um júri popular em 2010, cinco pessoas foram condenadas. No entanto, ninguém foi preso. O protesto ocorre na frente do Ministério Público da Bahia (MP-BA) em Salvador.
Munidos de cartazes, os manifestantes também gritaram palavras de ordem. Em 1999, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) entrou com medida cautelar para bloquear os bens dos responsáveis pela fábrica clandestina. Já em 2013, um acordo estabeleceu indenizações às famílias das vítimas, mas o acerto foi descumprido. Segundo a promotora Aline Coutrim, um novo acordo foi feito em 2016, mas as indenizações foram pagas parcialmente.
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BARONESAS SE ACUMULAM NA PONTE GONGOGI-UBATÃ

As chuvas que caíram nas últimas semanas e elevaram o nível do Rio de Contas colocam em risco a vida das pessoas que trafegam diariamente na ponte que dá acesso ao município de Gongogi via BR-330, isso porque a elevação do nível do rio fez com que uma grande quantidade de baronesa se acumulasse na estrutura da ponte, formando um verdadeiro ‘tapete’ que impede, inclusive, o tráfego de barcos e canoas no local. Segundo pescadores, não existe cabo de aço para reter as baroneses, o que aumenta os riscos.
O temor é que o peso da baronesa, com a força da água, pressione a estrutura e derrube a ponte, construída há quase duas décadas para substitui outra ponte arrastada pela força das águas e também pelo peso das baronesas. “Em Itabuna uma retroescavadeira costuma retirar as baronesas para que elas não pressionem a estrutura das pontes”, alertou um biólogo ouvido pelo Ubatã Notícias. Não há informações sobre uma operação para desobstruir as baronesas que pressionam a ponte sobre o Rio de Contas, via acesso Gongogi. (*Com informações de Garcia Jr/Ubatã Notícias)
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POLICIA FEDERAL FAZ BUSCAS NA CASA DE AÉCIO NEVES

Equipes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal cumprem, na manhã desta terça-feira (11), mandados de busca e apreensão em imóveis do senador Aécio Neves (PSDB) e da irmã dele, Andréa Neves, no Rio e em Minas Gerais. A defesa do tucano, em nota, considerou a medida "desnecessária". Também são alvos dos mandados de busca da PF os deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Cristiane Brasil (PTB-RJ) e Benito da Gama (PTB-BA) e os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RN).
A Operação Ross cumpre total de 24 mandados de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Agentes estão em prédio de luxo na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, Zona Sul do Rio, onde o senador e deputado federal eleito tem residência. Equipe também está em um imóvel em Copacabana, também na Zona Sul carioca, de Andréa.
A procura de documentos faz parte de operação baseada em delações de Joesley Batista e Ricardo Saud. Os executivos do grupo J&F relataram repasse de propina de quase R$ 110 milhões ao senador Aécio Neves.
A PF só conseguiu entrar às 7h10 no apartamento atribuído a Aécio no Rio. Há buscas em endereços ligados a Aécio e à irmã dele em Minas Gerais e em imóvel de Paulinho da Força em SP.
A operação no Rio é braço de investida que ocorre simultaneamente em São Paulo (capital e interior, com nove mandados), Brasília, Bahia e Rio Grande do Norte. Decorre do inquérito 4519, que tem como relator, no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio.
Segundo a PF, o senador Aécio Neves comprou apoio político do Solidariedade, por R$ 15 milhões, e empresários paulistas ajudaram com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.
Alberto Zacharias Toron, advogado de Aécio, emitiu nota. "O senador Aécio Neves sempre esteve à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários que mostrarão a absoluta correção de todos os seus atos", afirma.
"É preciso que se esclareça que os recursos referidos pelos delatores da JBS agora como propina são as contribuições eleitorais feitas à campanha do PSDB em 2014 e devidamente registradas na Justiça Eleitoral", prossegue.
"Somam-se a esses valores contribuições legais feitas a outros partidos políticos. A medida é, portanto, desnecessária já que o Senador é o maior interessado no esclarecimento de todos os fatos", emenda.
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